Dinheiro foi apreendido logo após retirada em agência bancária; PF apura possível origem em recursos públicos desviados e eventual utilização em financiamento irregular de campanha
A Polícia Federal prendeu em flagrante, na quarta-feira (16), duas pessoas após a retirada de R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo de uma agência bancária em Belém, no Pará. A quantia foi apreendida pelos agentes durante a ação.
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que o dinheiro teria origem em desvio de recursos públicos e poderia ser destinado ao financiamento irregular de campanha eleitoral. A apuração contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), principalmente no trabalho de análise financeira e rastreamento dos recursos.
Além do dinheiro, os policiais apreenderam uma arma de fogo e outros materiais, que deverão passar por análise pericial para auxiliar no esclarecimento dos fatos. Os dois presos foram colocados à disposição da Justiça Eleitoral no Pará.
Investigação envolve dois políticos
Reportagens publicadas após a apreensão informaram que a investigação também busca esclarecer uma possível relação do dinheiro com dois políticos paraenses que disputam as eleições de 2026.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL e pelo Metrópoles, trata-se de um vereador de Belém que concorre ao cargo de deputado estadual e de um deputado estadual que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Os dois são investigados no contexto da apuração, mas não foram presos na ação realizada pela Polícia Federal.
As reportagens identificam os políticos como João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e Adriano Coelho (MDB), candidato a deputado federal. A eventual responsabilidade dos investigados ainda depende do avanço das investigações e da análise das provas.
E se fossem notas de R$ 100?
Uma comparação exclusivamente matemática ajuda a dimensionar o volume de dinheiro apreendido.
Caso os R$ 2,5 milhões fossem integralmente compostos por cédulas de R$ 100, seriam necessárias 25 mil notas.
A comparação serve apenas para demonstrar o tamanho da quantia apreendida e não significa que o dinheiro corresponda a 25 mil votos ou que tenha sido utilizado para compra de votos.
Quais crimes são investigados?
Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação individual de cada um, por crimes como lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer da investigação.
A PF informou que as apurações continuam para esclarecer a origem dos recursos, sua finalidade e a eventual participação de outras pessoas.
Até o momento, a apreensão do dinheiro e as prisões fazem parte de uma investigação em andamento. Eventuais responsabilidades criminais deverão ser definidas pelas autoridades competentes após a conclusão das apurações e o devido processo legal.
Informações e foto: Polícia Federal
Redação: O Repórter Nacional News
